Uma das premissas de uma empresa de sucesso é ter a capacidade de analisar e medir evolução. E para isso podemos utilizar a tecnologia a nosso favor. 

Segundo uma pesquisa realizada pela New Vantage Partners, mais de 98% dos executivos de grandes empresas ao redor do mundo acreditam que criar uma cultura de decisão baseada em dados é muito importante para sua organização.

Porém, muitos ainda encontram dificuldade de implementar isso nas empresas. A mesma pesquisa mostra que apenas 30% das iniciativas realizadas nessa direção tiveram sucesso. Apesar de ser consenso a importância do uso dos dados para tomar decisões, ainda é muito difícil de colocar isso em prática.

Foi tendo esse cenário todo de busca sobre como explorar melhor seus dados, criamos esse artigo. Nele, nós buscamos te auxiliar a entender melhor sobre a captação dos dados. Confira!

Mas como o varejista capta os dados em seu negócio?

Praticamente tudo dentro de uma loja, se ela for automatizada, gera algum dado sobre o consumidor para o varejista. Não somos nós que afirmamos isso, mas sim os palestrantes da NRF de 2020 e 2021. A feira nos deu exemplos que vão desde o uso de câmeras que permitam a criação de mapas de calor em suas lojas, até a análise da movimentação dos clientes em sua loja. 

Um exemplo de empresa que utiliza a compra presencial para captar dados, é a do varejista Chinês, JD.com em suas lojas de conveniência, que adotou uma solução que integra diferentes tecnologias inteligentes como RFID, reconhecimento facial e reconhecimento de imagem. 

As câmeras no teto identificam o movimento dos clientes e geram mapas de calor para monitorar as áreas de maior ou menor fluxo na loja, gerando insights sobre o mix de produtos e preferências dos consumidores. 

Já as câmeras de percepção identificam qual a reação do cliente ao ver o produto, os sensores de gravidade identificam se as gôndolas estão vazias ou cheias para que o repositor possa ser notificado e as etiquetas de preços são eletrônicas, agilizando a troca de preço e criação de ofertas.

Esse é um bom exemplo de uma forma que o varejo possui, para gerar insights e coletar dados da sua loja física. Porém, esse tipo de tecnologia é pouco acessível, mas é sempre importante conhecer.

Vale lembrar que uma forma que o varejo tem de criar um banco de dados dos seus consumidores, é através dos sorteios e cartões private labels, que sempre solicitam diversas informações para que o consumidor consiga participar ou ter o cartão.

Outro exemplo, dessa vez de um varejista nacional, é o da Magazine Luiza, que recentemente adquiriu o site Jovem Nerd. Sendo uma varejista tradicional, a empresa buscou se reinventar, implementando até um departamento só para criar e testar tecnologias para suas lojas e e-commerce.

Uma das coisas que faz com que a empresa tenha a possibilidade de inovar e criar sempre, é ter seu banco de dados atrelado em todas as suas frentes. Isso faz com que a empresa consiga retirar insights tanto do comportamento de compra do seu consumidor online, quanto do presencial, permitindo que ela sempre crie ações para aumentar o ticket médio de compra do seu consumidor no geral.

Outra tecnologia que auxilia o varejista a coletar dados do seu consumidor, é o uso de QR Codes em seus produtos ou lojas. Como a tecnologia é rastreável, você consegue ter as informações de quem acessou seu código, realizando em seu sistema de Business Inteligence, todo o caminho de compra do cliente, analisando quais itens normalmente são adquiridos juntos, possibilitando a criação de ações promocionais, visando incentivar a venda desses produtos.

E, se nós mencionamos acima o e-commerce da Magazine Luiza, você, varejista, que possui um supermercado online, com certeza consegue captar diversos dados que te ajudam a mapear o comportamento de compra do seu consumidor. O Google Analytics, por exemplo, permite que você refaça todo o caminho do seu consumidor, no seu site. 

Dessa forma, você analisa da melhor maneira, como está o processo de compra no seu e-commerce, se ele é intuitivo, se é simples de se utilizar, entre outras coisas, podendo implementar sempre melhorias, visando aumentar as compras do seu consumidor.

Conclusão

Também vale lembrar que é preciso ficar sempre atento a LGPD e os impactos que ser multado podem ter no seu negócio. 

Além disso, é importante que você consiga utilizar as informações do seu ERP no seu e-commerce, integrando seus canais de vendas. Afinal, você deve aproveitar esses dados para criar diversas ações, como ter maior previsibilidade, por exemplo.

Por isso, faça com que as informações sobre o seu estoque sejam as mesmas da loja ou do seu CD, evitando, por exemplo, que um usuário deixe de receber o item que ele comprou e que ele esperava.

E, o melhor ERP para isso, é Bluesoft ERP. Ele é uma plataforma pensada nos desafios do supermercadista e do atacadista/distribuidor do varejo alimentar. Além disso, a ferramenta é totalmente integrada com o Bluesoft E-Commerce, nossa plataforma de e-commerce!

Assim, atualizações no ERP (como preços e condições) são exibidas automaticamente na loja virtual, da mesma forma que quando uma venda acontece, o pedido é faturado e o estoque é reservado no ERP. Isso, só para citar algumas situações que mostram a importância de contar com um sistema integrado.