A alavancagem financeira é uma ferramenta que pode trazer um ganho de capital e para a operação de uma empresa. Porém, como tudo na vida, ela possui prós e contras que devem ser levados em conta antes de tomar uma decisão.

Quer saber o que é alavancagem financeira e se esse modelo é ideal para o seu negócio? Então acompanhe!

O que é alavancagem financeira?

A Alavancagem Financeira, ou em inglês, leverage ou gearing, é a ação de contrair uma dívida para financiar uma ação sem comprometer o patrimônio da empresa. É uma forma de aumentar a rentabilidade através do endividamento.

Podemos dizer também que a alavancagem financeira é o efeito do capital de terceiros no patrimônio líquido de uma empresa.

Esta dívida pode ter vários formatos, seja vender ações ou até solicitar um empréstimo empresarial.

Não confunda alavancagem financeira com alavancagem operacional! Já falamos sobre a segunda aqui no blog.

Qual a vantagem da alavancagem financeira?

Isso pode ser muito para financiar investimentos que serão feitos na empresa, como por exemplo:

  • adquirir uma ferramenta ou sistema;
  • criar um item no mix de produtos;
  • adquirir outra empresa (em uma integração vertical);
  • reduzir custos, como por exemplo, instalar um sistema de captação de água ou até mesmo adquirir um prédio / sala comercial e deixar de pagar aluguel;
  • e muito mais!

O principal resultado da alavancagem financeira é que, ao financiar algo com o recursos de terceiros, há uma combinação desse capital com o da empresa. O que, quando bem controlado, permite uma flexibilização do crescimento do negócio.

Portanto, por mais que a alavancagem financeira seja uma rotina em empresas grandes, deve ser analisada com cuidado pelas de médio e pequeno porte.

Quais os perigos da alavancagem financeira?

A Alavancagem Financeira é um ótimo recurso, mas tem seus riscos. Por exemplo, o aumento de dívidas e a possibilidade de não conseguir quitá-las.

Outro ponto que é preciso estar atento é que, por se tratar de capital de terceiros, estes têm prioridade para quitar parcelas. Esses pagamentos passam na frente do pagamento a acionistas e o pró-labore de sócios.

O que vai ditar se a alavancagem financeira é uma boa opção para uma empresa é seu modelo de negócios. Por exemplo, negócios com lucros que variam podem se prejudicar ao adotar este tipo de endividamento. Porém, aqueles mais estáveis podem tirar ótimos resultados.

Para isto, um sistema de gestão empresarial, como o Bluesoft ERP, pode ajudar muito no controle de custos e margem de lucro.

Depois de alavancada, a empresa precisa ficar de olho no GAF, ou Grau de Alavancagem Financeira. Este número demonstra o grau de risco que a empresa está correndo.

Como calcular o Grau de Alavancagem Financeira (GAF)?

Existem várias formas de se calcular o Grau de Alavancagem Financeira. Porém, em todas é fundamental os conceitos de LAJIR e LAIR.

LAJIR ou EBIT = Lucro antes dos juros e imposto de renda
LAIR ou EBITDA = Lucro antes do imposto de renda

Então, vamos a uma das principais fórmulas para este cálculo:

GAF = LAJIR ÷ LAIR

Outra forma de chegar no cálculo do GAF é:

GAF = RPL/RAT

Sendo:

RPL= Retorno sobre o Patrimônio Líquido = Lucro líquido/Patrimônio Líquido.

RAT= Retorno sobre o Ativo Total = Lucro depois do Imposto de Renda e antes dos juros/Ativo Total.

Como interpretar o Grau de Alavancagem Financeira (GAF)?

O resultado do GAF é expresso em forma de índice. Onde temos:

GAF = 1,0, nulo.

GAF > 1,0, favorável.

GAF < 1,0, desfavorável.

Ok, mas o que isso significa?

Com GAF nulo, a situação mostra que não houve alavancagem financeira.

O GAF favorável mostra que a alavancagem financeira será interessante para a empresa.

Já o GAF desfavorável diz que o ROI obtido com essa possível alavancagem financeira será abaixo do que precisará ser restituído. Ou seja, essa alavancagem financeira não é interessante.

Podemos dizer que quanto maior o GAF, maior o risco e a dívida contraída pela empresa.

Conclusão

Em resumo, a alavancagem financeira pode trazer ganhos, mas também pode endividar uma empresa. Por isso, além dos fatores expostos aqui, é preciso consultar também contadores, diretores financeiros e até mesmo consultorias externas.

Um sistema de gestão empresarial também pode ajudar muito nessa tomada de decisão. Com o Bluesoft ERP, por exemplo, é possível acompanhar empréstimos tomados e concedidos, fluxo de caixa e muito mais.

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